
O Projecto Nacional de Alta Velocidade é peça integrante da Rede Transeuropeia de Transporte Ferroviário, respeitando no seu desenvolvimento e, naturalmente nas fases intermédias, todas as exigências comunitárias no que se refere à criação de efectivas condições de interoperabilidade.
A futura Rede de Alta Velocidade, toda em bitola europeia, irá ligar os principais centros de mobilidade de pessoas e bens da Península Ibérica e da restante Europa. A rede é composta essencialmente por um Corredor Litoral entre a Galiza e Lisboa que se articula com as restantes ligações: uma, a Norte, em direcção a Salamanca – Bordéus - designado por Ramo Atlântico - , e outra a Sul, em direcção a Évora, Elvas/Badajoz – Madrid – Barcelona – Marselha - que se designa como o Ramo Mediterrânico -, tendo ainda prevista a ligação, a partir de Évora, a Faro/Huelva.
Nas Cimeiras Luso-Espanhola realizada entre 2003 e 2006, foram acordados os pontos de conexão das redes de alta velocidade dos dois países e dados passos de consolidação e acerto gradual das prioridades e calendários.

A definição estratégica formalizada nas apresentações de 13 de Dezembro de 2005 e 28 de Outubro de 2006, permite que, num horizonte de médio prazo todas as acções neste domínio sigam uma linha coerente, quer a nível Nacional, de integração do caminho de ferro nacional da Rede Transeuropeia.
A configuração da Rede Ferroviária de Alta Velocidade assenta nos seguintes factores:
A importância da integração do caminho de ferro nacional na Rede Ferroviária Transeuropeia para o acesso fácil das importações e exportações portuguesas além Pirenéus, bem como para rentabilizar os portos portugueses;
Os principais corredores das ligações portuguesas externas de longo curso situam-se no Eixo Atlântico ligando Porto-Aveiro-Salamanca (com ramificação a Madrid), Irun-Bordéus Restante Europa do Norte e Centro e no Eixo Mediterrâneo ligando Lisboa – Madrid – Barcelona –Marselha e Restante Europa do Sul e Centro;
Mais de 2/3 da população portuguesa (e das actividades económicas) localiza-se na faixa litoral, entre as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, justificando que a Alta Velocidade também sirva algumas das principais cidades de média dimensão (Coimbra, Aveiro, Leiria);
Com a AV haverá importantes poupanças nos tempos de deslocação o que irá melhorar a atractividade do modo ferroviário e consequentemente a correspondente quota de mercado.
A AV favorece o desenvolvimento sustentável da mobilidade com importantes reduções dos consumos nergéticos associados aos modos de transporte actualmente prevalecentes, diminuindo também a sinistralidade bem como as emissões poluentes e de gases com efeito de estufa.
A AV irá também favorecer a coesão territorial, económica e social servindo regiões que se situam entre as mais carenciadas ao nível europeu como o Alentejo e a Estremadura espanhola.